terça-feira, junho 20

ARTIGO PUBLICADO NO PRIMEIRO DE JANEIRO

No dia 13 de Junho de 2006, fui publicado no Jornal O Primeiro de Janeiro, o artigo da autoria de Joaquim Armindo:


MOSCADEIRO

UM NOVO PARADIGMA


Existem lobos famintos pelo poder, que a tudo recorrem para esquartejar a democracia, colocando-a numa pose, que faz sentido ao povo, e a todos os amantes da liberdade e da paz, suplicar por regimes políticos que a varram, porque pelo menos não têm de ouvir sucessivamente a asneirada que por aí vai; tanto mais que de democracia, os reinos desses famintos nada possuem, antes pulula a incapacidade, a inoperância, a gerir o medo que os seus senhores manipulam e semeiam, no lodo do seu castelo. E depois, têm coragem de vir para a cidade proclamar aos quatro ventos, a sua benevolência e o respeito que dizem possuir pelo decoro, transparência, numa humildade que faz lembrar os uivos de quem tudo quer, nem que seja pela vingança e violência, às escondidas, e ao som das trombetas da democracia, fazem com que pareçam os paladinos da defesa dos direitos humanos. Ao menos, em ditadura, sabemos bem quem temos, e onde estão! Sou democrata, pelejei pela democracia, e não estou disposto, agora, a ceder ao som da sua ignominia, que, como disse, é de lobos famintos, à espreita dos poderes, para imporem as suas vontades, os seus próprios interesses. Usam o paradigma da mentira, para atingir esses fins, quando, está provado, mesmo aqui na Maia, ser necessário um novo, para caminhar na senda de uma sociedade sustentada hoje, porque o será no futuro. E esse novo paradigma, é construído, na verdade e no debate, sem sofismas, mas substantivo do caminho de uma humanidade globalizada, sem exclusões de qualquer espécie; e se assim não for, estamos perante a globalização interesseira, dos interesses e dos aparelhos, sabiamente montados, destruidores das vontades de um mundo livre e justo, mesmo neste microcosmos, que se chama Maia.

É que, finalmente, o dito “eleito” Presidente da Comissão Política da Maia, do PS, deu voz aos seus (não)pensamentos, em entrevista publicada no JANEIRO; de tão fraca, sem uma única ideia, mas vingativa, que é, não mereceria o nosso comentário, se não tivéssemos consideração para com os socialistas, e, em primeiro lugar, o povo da Maia. O vácuo produzido pelas suas palavras é demais importante, para que o possamos esquecer, porque, de facto, não dá mais para esconder aquilo que se passa no PS da Maia, não vá o nosso povo, pensar que são todos iguais, o que traria danos irreparáveis ao nosso quotidiano como partido e como pessoas de bem. Ao afirmar a dado passo, que existe uma grande movimentação no PS da Maia, de reorganização, que ninguém conhece, refere uma frase comum ao seu “antecessor” e líder “espiritual”, “temos ideias, temos projecto e agora temos que o passar ao papel e depois passá-lo ao terreno”, ora, tal frase é a cópia de quem afirmava o mesmo, e obteve a maior derrota nas eleições autárquicas. Tendo como companheiros de percurso os mesmos de sempre, que nunca tiveram nem ideias, nem projectos, o “senhor presidente”, ataca e, ao mesmo tempo que refere querer trabalhar com todos, dá umas palmatoadas naqueles que, justamente, ainda não tomaram posse. E aponta o dedo: se faltarem três vezes, mesmo que os actos da presente comissão política estejam eivados de ilegalidades, fora! É assim o “senhor presidente”, o homem do diálogo.

Este sr. dr., vai ao ponto de, na entrevista, dizer baboseiras a respeito da Secção de Pedras Rubras, desconhecendo completamente o que se passou, e passa, nesta secção do partido, e, estando-se nas tintas, para as tropelias lá cometidas, nem para o modo como está a ser gerida, ou de como num consultório médico, se pode controlar as pessoas, ao ponto de ser uma submissão.

Mas para lá das questões internas, onde o desconhecimento é atroz, fala na câmara municipal com um desplante de fazer pasmar; sente-se a insegurança e o desconhecimento, por completo, dos dossiês, e chega ao ridículo, o que diz sobre a situação financeira da câmara, de “que não vai dizer nada que não se saiba”, sobre o Bairro do Sobreiro, não se interessa pelo seu destino, e acerca do hospital privado na Maia, uma única novidade, com uma posição completamente antagónica aquela que o partido tem manifestado, referencia que nada tem contra “um hospital em cada freguesia”, o que dá vontade de uma enorme risota, se quisermos ser sérios, politicamente. Nunca um líder do PS da Maia, fosse ele quem fosse, concedeu uma entrevista tão atabalhoada, como esta, mais valia continuar calado, pelo menos para o partido socialista, seria melhor.

Por tudo isto, é que o partido socialista na Maia, precisa de um novo paradigma, de uma visão renovada e consistente. Precisa de uma liderança que corte com o passado, faça a ruptura, não de quem esteja preso a um passado recente, e inseguro na sua posição, não argumente nada, uma única proposta não saia da sua boca; é, de facto, de uma desorientação total e de falta de rumo, incapaz, por isso mesmo, de orientação programática. E sem isto, o povo maiato, nunca terá alternativa à maioria que o governa.

Joaquim Armindo

Membro da Comissão Política do PS da Maia

jarmindo@clix.pt

http://www.bemcomum.blogspot.com

Escreve esta coluna quinzenalmente.

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