domingo, abril 30

EM 1 DE MAIO DE 1972, DALA, ANGOLA


um de maio de mil novecentos e setenta e dois,

as granadas rebentaram à minha frente,

nove corpos mortos,

alguns feridos,

éramos dezassete.

o combate contra a guerra, pelo florir dos girassóis,

que acompanham o sol,

sol que não foi de todos,

éramos jovens, no pulsar da vida,

e víamos,

e sentíamos,

e vivemos,

a morte na crueza da maldade.

um de maio de dois mil e seis,

a recordação, o ícone,

da nossa vida,

nove corpos mortos,

alguns feridos,

éramos dezassete.

fere-me que as magnólias, não floresçam,

e a espada, sobre a cabeça,

o punhal no coração,

já não somos tão jovens,

perdemos parte do ser,

da sociedade, da rejeição,

e vivemos,

a morte em cada esquina, do nosso caminhar.

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