quinta-feira, outubro 19

RIVOLI: A POLICIA FAZ PARTE DA POLÍTICA CULTURAL (!) DE RUI RIO


Primeiro, foi desligando a luz, a água ...

Depois, avançou com uma "queixa-crime" e mandou avançar a Polícia ...

E que Polícia ... quem não soubesse o que estava a acontecer, até parecia que o Rivoli teria sido tomado por "terroristas" ...

O que se passou no Rivoli, confirmou o que já se sabia: para Rui Rio, tudo o que é ligado ao investimento em cultura é um custo desnecessário e superfluo... Rui Rio e o actual executivo da Camara Municipal do Porto nunca tiveram uma política de dinamização cultural para a cidade do Porto e agora tentam descartar as suas responsabilidades municipais, entregando a gestão de espaços, equipamentos e iniciativa culturais a privados. Ora a cultura não é uma empresa, nem deve ser gerida enquanto tal!

A acção de 40 cidadãos ao ocuparem simbólicamente o Rivoli em protesto contra a privatização daquela sala, foi um acto de cidadania que não pode ser criminalizado. A tentativa de criminalização da acção dos 40 cidadãos exibe o lado totalitário e repressivo das políticas liberais, tenham elas origem no governo central ou no governo municipal. O liberalismo gosta da de "normalizar" (como está escrito no comunicado da Camara na sequência da acção policial), ou seja, não admite diferenças...

A aridez das políticas da Câmara Municipal do Porto (CMP) devem ser combatidas no dia-a-dia da cidade com acções directas de cidadania. Como aquela que partiu da iniciativa de 40 pessoas! São estas acções cidadãs que podem contribuir para a mudança na CMP e não o ter de esperar por outras eleições e pelos (ineficazes e desastrados) acordos inter-partidários.

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